25 fevereiro 2010

Calçadas ecologicas


Do arqto. Sérgio Gollnick

Precisamos entender que os passeios são as vias urbanas para pedestres. Assim como as vias para os veículos, os passeios devem ser dimensionados segundo as suas características de tráfego e não apenas como área residual da rua.
Em ruas de baixo movimento de pedestres, recomenda-se larguras de 1,2 metros para conforto e acessibilidade universal. O projeto deve prever que as rampas não sejam superiores a 8,33% no sentido longitudinal e 5% no transversal. A permeabilidade pode ser alcançada por faixas ou espaços não pavimentados que devem receber cobertura vegetal, gramíneas ou forrações, podendo ter elementos intertravados abertos (pisograma) que diminuem o custo de manutenção.
Em áreas de grande fluxo de pedestres, em geral áreas comerciais e centrais, a faixa de caminhamento deve ser mais amplas, no mínimo de 2,4 metros de largura. Para estes casos são possíveis serem previstas aberturas no piso para o plantio de árvores com a sobreposição de grades que permitem a permeabilidade e o respiro das raízes bem como podem servir de passagem aos pedestres. Outra fórmula é, ao longo dos passeios mais concorridos pelos pedestres, reservar espaços em refúgios ou recuos, que contribuem com a paisagem além de servirem de espaço para contemplação ou descanso.

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